domingo, 13 de fevereiro de 2011

Amores

Estas rosas do nosso jardim obviamente já eram. Não estamos em tempo de rosas a florir. Lá fora chove muito. Mas amanhã é dia de São Valentim. E a Carolina guardou esta foto. Estas rosas têm cara de dia dos namorados, diz ela. Este é um blog familiar, sendo a filha Carolina responsável pelas fotos que aqui vão aparecendo. A mãe Isabel só ajuda um pouco com as palavras. E estas rosas são decididamente namorados.
Mas o amor tem, como é sabido, muitas e variadas vertentes. E mais ainda quando analisado num campo mais vasto, que vai muito para lá do namoro. E o namoro é bom. Mas quando vi o desenho que a Carolina fez, embora baseado numa foto que encontrou num blog que costuma consultar para ver "coisas giras"; achei um post bom para celebrar o amor. E também porque penso que a rapariga tem jeito. Por isso, aos amores. Os nossos e os vossos.


domingo, 30 de janeiro de 2011

Azevinho


Este é o nosso azevinho. No Verão passado passeámos um pouco pela Galiza. Em Padrón, estivemos num Jardim Botânico com variadas espécies de plantas e árvores, todas elas devidamente identificadas. Uma chamou-nos particularmente a atenção pela originalidade da placa. Tratava-se de uma certidão de casamento entre dois azevinhos.


A ideia pareceu-nos boa e ficámos tentadas a aproveitar a época do Natal para aqui lançar o desafio de encontrar um noivo ou uma noiva para o nosso azevinho. Parece contudo que ele (ou ela) está destinado à solidão.

domingo, 28 de novembro de 2010

A abelha e a nespereira


Estava uma abelha, sentada, parada, a ver o que acontecia.
Chegou a Carolina, e fotografou-a.


O frio parece que está a chegar para ficar. É a época em que a maioria das árvores começa o seu período de repouso.

Contudo, a Natureza não pára. E outras árvores há que já estão em plena laboração para o novo ciclo. É o caso das nossas nespereiras. Já estão cheiinhas de flores e é intenso o barulho que se ouve das laboriosas abelhas, quando estamos sob as suas copas. Numa altura em que se fala cada vez mais do desaparecimento destes insectos, é um barulho que gostamos de ouvir. E ficamos contentes por ver que aqui há abelhas.

domingo, 17 de outubro de 2010

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Tupinambo


Numa das nossas idas ao mercadinho do Jardim Botânico de Coimbra encontrámos tupinambos (Helianthus tuberosus). Não sabíamos muito bem o que era, mas resolvemos arriscar e trazer alguns. Lembro-me que na altura experimentámos numa salada, ralados (como a couve roxa) e gostámos.

Aprendemos que o tupinambo é também chamado de girassol batateiro. Exteriormente é mesmo parecido com o girassol, embora as suas flores sejam mais miudinhas. A sua raiz, o tubérculo que se come, é um substituto da batata, ideal para diabéticos, segundo afirmam os especialistas, devido ao facto de não ter amido.

Tivemos então a ideia de cultivar alguns dos tupinambos trazidos de Coimbra. A foto tem já alguns dias. Procurámos apanhá-los no seu momento mais girassol. Agora já não estão exactamente assim, tanto mais que nos últimos dias tem chovido bastante e o vento também produz os seus efeitos.

Segundo as nossas pesquisas, aproxima-se o momento de verificar se escondido na terra se encontra alguma coisa que valha a pena. Se o resultado for bom, aumentamos a área de cultivo. Quem sabe se a nossa horta não alarga os seus horizontes.

Entretanto noutra altura talvez possamos partilhar uma original forma de confeccionar tupinambos.

domingo, 19 de setembro de 2010

Goji


O goji vem da planta Lycium barbarum, proveniente dos Himalaias. Os frutos são bagas vermelhas. O seu aspecto assemelha-se em muito à nossa conhecida uva passa, visto que aqui consumimos o fruto seco.

Aqui no nosso jardim não conhecíamos nada disso, até que uma amiga nos deu uma mão cheia de bagas, para experimentar. Pesquisámos, ficámos a saber de todas as propriedades anti-oxidantes deste fruto e resolvemos tentar.

Talvez não tenha ainda sido referido, mas este blog é um projecto mãe-filha, com a supervisão e conselhos preciosos de uma avó muito entendida em plantas. O goji não foi excepção. As sementes retiradas dos frutos secos foram para os habituais copinhos de iogurte e com tempo e paciência esperámos que se desenvolvessem. Solinho de manhã, solinho à tarde… Este momento inicial esteve entregue às mãos experientes da avó.

Chegou a altura de os passar para a terra e assim vieram até nós. Outros foram para outros sítios. Estamos agora na fase de comparar evoluções. Alguns dos nossos estão bem, altos e com umas florzitas minúsculas e com um tom de lilás muito ténue que quase não se nota.

Mas como se vê na foto, há um que já deu fruto. É o da avó. O seu jardim fica num terceiro andar numa rua da Figueira da Foz. Quando se tem uma relação assim especial com a natureza, em qualquer lugar se faz verde.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Figueira


A Figueira (Ficus Carica) é uma árvore da família das moreáceas. As folhas são grandes, verdes na face superior e ásperas e cinzentas na face inferior. As flores são unissexuais que dão uma infrutescência de nome figo. A figueira é muito cultivada na Europa mediterrânica, incluindo em Portugal. Existem muitas espécies em todo o mundo.

A figueira é símbolo da vida feliz no Éden. Na simbologia cristã, a figueira seca representa o judaísmo. Os deuses gregos Dionísio e Príapo eram representados com ramos de figueira e de videira. No Islão, a figueira e a oliveira eram árvores proibidas. No budismo, a figueira é chamada árvore de Bohdi e simboliza a iluminação, a imortalidade e o conhecimento superior. Na Ásia, aparece nos Upanishades como a “árvore perpétua”, que une a terra ao céu. De acordo com uma lenda dos romanos, Rómulo e Remo, fundadores de Roma, nasceram debaixo de uma figueira. O mesmo aconteceu com o deus Vishnu. Isso fez com que quem cortasse uma figueira fosse punido com a pena de morte. Devido à consistência da seiva da árvore e à grande quantidade de sementes que ela produz, a figueira simbolizava a fecundação e a fertilidade em muitas civilizações antigas como a grega. Diz-se que uma jovem que se queira casar não deve passar entre duas figueiras. O figo funciona como calmante da fome.

No nosso sítio há três figueiras. Por aqui este ano já saboreámos figos de S. João, dos roxos e agora é a vez dos figos pingo de mel. Talvez não seja este o nome correcto de cada uma das variedades que por cá há, mas é assim que os conhecemos e gostamos.

São bons com queijo de cabra e especiarias, em doce e certamente de várias outras maneiras que não conhecemos ainda. Contudo, a nossa recomendação de momento, vai para o mais simples. Abri-los ao meio e deliciarmo-nos com o seu sabor natural.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Bambu


O bambu (Bambuseae) é da família das gramíneas. Chega a atingir mais de vinte metros de altura. As folhas são verdes claras. As canas são leves mas muito resistentes. Utilizam-se na construção de casas e em mobiliário. Os rebentos tenros são comestíveis. É originário da Índia.

Segundo a arte e a simbologia asiáticas, o bambu representa a modéstia, a idade avançada e diz-se que, quando é queimado, rebenta emitindo estalidos que afastam os demónios. Nas representações da deusa Kuan-Yin, ela apresenta-se com um ramo da planta. Um dos motivos mais comuns das aguarelas orientais é o bambu. Os nós representam os degraus que têm de ser subidos para obter conhecimento da vida.

No Japão, o bambu simboliza a juventude eterna, a força, a sorte e a alegria de viver.

Em algumas tribos sul-americanas, o bambu era utilizado em armas de guerra.

Ter bambu no nosso sítio era um sonho que a persistência de alguém e várias mesadas pacientemente guardadas tornaram realidade. O nosso bambu negro ficou connosco há dois anos e meio, pelo Natal, e vai crescendo e ganhando novos rebentos anualmente.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Cedro


O cedro (Cedrus) é uma árvore da família das abietáceas, que cresce até quarenta metros de altura. O tronco é grosso e é uma árvore de folha persistente.

Os egípcios usavam a madeira de cedro em sarcófagos, estátuas, móveis e barcos. Os gregos consideravam o cedro uma árvore sagrada e usavam-na em estátuas de deuses. Salomão edificou o templo de Jerusalém com madeira de cedro.

O cedro é símbolo de imortalidade, grandeza, nobreza, beleza e integridade.

Aqui no nosso Sítio do Pombo Verde há um cedro, com um ninho de rolas. Não sabemos há quantos anos cá está, a nossa presença é muito mais recente. É uma árvore imponente com uma agradável sombra. Quando amanhece, o chilrear dos pássaros que partem para o seu dia-a-dia acorda-nos antecipadamente e agrada-nos. Ao cair da tarde ouve-se o seu regresso a casa e do nosso cedro ecoam conversas da natureza.