terça-feira, 1 de março de 2011

Tudo começa a florir

Depois de algum tempo de chuva, as árvores estão a começar a florir. Primeiro foram os damasqueiros. Não é uma árvore lá muito efusiva, mas consegue ser muito fotogénica.


Pouco tempo depois, vieram as flores de ameixieira. Esta já não passa despercebida. Aqui no Sítio do Pombo Verde há duas ameixieiras. Contudo, uma delas, mais velha e cansada de embelezar jardins, nem folhas nem flores tem.


domingo, 13 de fevereiro de 2011

Amores

Estas rosas do nosso jardim obviamente já eram. Não estamos em tempo de rosas a florir. Lá fora chove muito. Mas amanhã é dia de São Valentim. E a Carolina guardou esta foto. Estas rosas têm cara de dia dos namorados, diz ela. Este é um blog familiar, sendo a filha Carolina responsável pelas fotos que aqui vão aparecendo. A mãe Isabel só ajuda um pouco com as palavras. E estas rosas são decididamente namorados.
Mas o amor tem, como é sabido, muitas e variadas vertentes. E mais ainda quando analisado num campo mais vasto, que vai muito para lá do namoro. E o namoro é bom. Mas quando vi o desenho que a Carolina fez, embora baseado numa foto que encontrou num blog que costuma consultar para ver "coisas giras"; achei um post bom para celebrar o amor. E também porque penso que a rapariga tem jeito. Por isso, aos amores. Os nossos e os vossos.


domingo, 30 de janeiro de 2011

Azevinho


Este é o nosso azevinho. No Verão passado passeámos um pouco pela Galiza. Em Padrón, estivemos num Jardim Botânico com variadas espécies de plantas e árvores, todas elas devidamente identificadas. Uma chamou-nos particularmente a atenção pela originalidade da placa. Tratava-se de uma certidão de casamento entre dois azevinhos.


A ideia pareceu-nos boa e ficámos tentadas a aproveitar a época do Natal para aqui lançar o desafio de encontrar um noivo ou uma noiva para o nosso azevinho. Parece contudo que ele (ou ela) está destinado à solidão.

domingo, 28 de novembro de 2010

A abelha e a nespereira


Estava uma abelha, sentada, parada, a ver o que acontecia.
Chegou a Carolina, e fotografou-a.


O frio parece que está a chegar para ficar. É a época em que a maioria das árvores começa o seu período de repouso.

Contudo, a Natureza não pára. E outras árvores há que já estão em plena laboração para o novo ciclo. É o caso das nossas nespereiras. Já estão cheiinhas de flores e é intenso o barulho que se ouve das laboriosas abelhas, quando estamos sob as suas copas. Numa altura em que se fala cada vez mais do desaparecimento destes insectos, é um barulho que gostamos de ouvir. E ficamos contentes por ver que aqui há abelhas.

domingo, 17 de outubro de 2010

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Tupinambo


Numa das nossas idas ao mercadinho do Jardim Botânico de Coimbra encontrámos tupinambos (Helianthus tuberosus). Não sabíamos muito bem o que era, mas resolvemos arriscar e trazer alguns. Lembro-me que na altura experimentámos numa salada, ralados (como a couve roxa) e gostámos.

Aprendemos que o tupinambo é também chamado de girassol batateiro. Exteriormente é mesmo parecido com o girassol, embora as suas flores sejam mais miudinhas. A sua raiz, o tubérculo que se come, é um substituto da batata, ideal para diabéticos, segundo afirmam os especialistas, devido ao facto de não ter amido.

Tivemos então a ideia de cultivar alguns dos tupinambos trazidos de Coimbra. A foto tem já alguns dias. Procurámos apanhá-los no seu momento mais girassol. Agora já não estão exactamente assim, tanto mais que nos últimos dias tem chovido bastante e o vento também produz os seus efeitos.

Segundo as nossas pesquisas, aproxima-se o momento de verificar se escondido na terra se encontra alguma coisa que valha a pena. Se o resultado for bom, aumentamos a área de cultivo. Quem sabe se a nossa horta não alarga os seus horizontes.

Entretanto noutra altura talvez possamos partilhar uma original forma de confeccionar tupinambos.

domingo, 19 de setembro de 2010

Goji


O goji vem da planta Lycium barbarum, proveniente dos Himalaias. Os frutos são bagas vermelhas. O seu aspecto assemelha-se em muito à nossa conhecida uva passa, visto que aqui consumimos o fruto seco.

Aqui no nosso jardim não conhecíamos nada disso, até que uma amiga nos deu uma mão cheia de bagas, para experimentar. Pesquisámos, ficámos a saber de todas as propriedades anti-oxidantes deste fruto e resolvemos tentar.

Talvez não tenha ainda sido referido, mas este blog é um projecto mãe-filha, com a supervisão e conselhos preciosos de uma avó muito entendida em plantas. O goji não foi excepção. As sementes retiradas dos frutos secos foram para os habituais copinhos de iogurte e com tempo e paciência esperámos que se desenvolvessem. Solinho de manhã, solinho à tarde… Este momento inicial esteve entregue às mãos experientes da avó.

Chegou a altura de os passar para a terra e assim vieram até nós. Outros foram para outros sítios. Estamos agora na fase de comparar evoluções. Alguns dos nossos estão bem, altos e com umas florzitas minúsculas e com um tom de lilás muito ténue que quase não se nota.

Mas como se vê na foto, há um que já deu fruto. É o da avó. O seu jardim fica num terceiro andar numa rua da Figueira da Foz. Quando se tem uma relação assim especial com a natureza, em qualquer lugar se faz verde.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Figueira


A Figueira (Ficus Carica) é uma árvore da família das moreáceas. As folhas são grandes, verdes na face superior e ásperas e cinzentas na face inferior. As flores são unissexuais que dão uma infrutescência de nome figo. A figueira é muito cultivada na Europa mediterrânica, incluindo em Portugal. Existem muitas espécies em todo o mundo.

A figueira é símbolo da vida feliz no Éden. Na simbologia cristã, a figueira seca representa o judaísmo. Os deuses gregos Dionísio e Príapo eram representados com ramos de figueira e de videira. No Islão, a figueira e a oliveira eram árvores proibidas. No budismo, a figueira é chamada árvore de Bohdi e simboliza a iluminação, a imortalidade e o conhecimento superior. Na Ásia, aparece nos Upanishades como a “árvore perpétua”, que une a terra ao céu. De acordo com uma lenda dos romanos, Rómulo e Remo, fundadores de Roma, nasceram debaixo de uma figueira. O mesmo aconteceu com o deus Vishnu. Isso fez com que quem cortasse uma figueira fosse punido com a pena de morte. Devido à consistência da seiva da árvore e à grande quantidade de sementes que ela produz, a figueira simbolizava a fecundação e a fertilidade em muitas civilizações antigas como a grega. Diz-se que uma jovem que se queira casar não deve passar entre duas figueiras. O figo funciona como calmante da fome.

No nosso sítio há três figueiras. Por aqui este ano já saboreámos figos de S. João, dos roxos e agora é a vez dos figos pingo de mel. Talvez não seja este o nome correcto de cada uma das variedades que por cá há, mas é assim que os conhecemos e gostamos.

São bons com queijo de cabra e especiarias, em doce e certamente de várias outras maneiras que não conhecemos ainda. Contudo, a nossa recomendação de momento, vai para o mais simples. Abri-los ao meio e deliciarmo-nos com o seu sabor natural.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Bambu


O bambu (Bambuseae) é da família das gramíneas. Chega a atingir mais de vinte metros de altura. As folhas são verdes claras. As canas são leves mas muito resistentes. Utilizam-se na construção de casas e em mobiliário. Os rebentos tenros são comestíveis. É originário da Índia.

Segundo a arte e a simbologia asiáticas, o bambu representa a modéstia, a idade avançada e diz-se que, quando é queimado, rebenta emitindo estalidos que afastam os demónios. Nas representações da deusa Kuan-Yin, ela apresenta-se com um ramo da planta. Um dos motivos mais comuns das aguarelas orientais é o bambu. Os nós representam os degraus que têm de ser subidos para obter conhecimento da vida.

No Japão, o bambu simboliza a juventude eterna, a força, a sorte e a alegria de viver.

Em algumas tribos sul-americanas, o bambu era utilizado em armas de guerra.

Ter bambu no nosso sítio era um sonho que a persistência de alguém e várias mesadas pacientemente guardadas tornaram realidade. O nosso bambu negro ficou connosco há dois anos e meio, pelo Natal, e vai crescendo e ganhando novos rebentos anualmente.